quinta-feira, 29 fevereiro, 2024
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Auditores-Fiscais do Trabalho entregam cargos de chefia em SP e vão a Superintendente no dia 23

Reunião virtual realizada nesta terça (16), que articulou o processo de entrega dos cargos

Andre Montanher

Auditores-Fiscais do Trabalho paulistas lotados em cargos de chefia e coordenação estão entregando seus cargos de forma maciça, devido ao não cumprimento do acordo do Bônus de Eficiência e Produtividade, por parte do governo federal. As DS (Delegacias Sindicais) de São Paulo e Santos do Sinait já estão contabilizando as entregas.

No dia 23 de janeiro, o número total será apresentado ao Superintendente Regional do Ministério do Trabalho de São Paulo, Marcus Alves de Melo. Seguindo o modelo formal de entrega proposto pelo Sinait, os documentos de exoneração devem atingir as chefias e coordenações do Trabalho Escravo, Segurança do Trabalho, Aprendizagem, Inclusão de Deficientes e Trabalho Infantil, bem como o Trabalho Rural 

“A adesão dos colegas está sendo satisfatória. É um movimento que promete realçar a união da categoria”, argumentou a presidenta da DS São Paulo, Ana Palmira Arruda Camargo.

Nesta semana, foi escolhido o CNM (Comando Nacional de Mobilização). Carlos Moyses, que ao lado de Guilherme Garnica  integra o CLM (Comando Local de Mobilização) de São Paujlo, também fará parte da organização nacional. O desafio deles, agora, é acompanhar a movimentação do governo federal sobre o tema, e articular a mobilização que já começa ganhar a visibilidade da imprensa. Da DS de Santos, foram escolhidos para o CLM Cinthia Veras, Carmen Cenira e Evandro Mesquita.

A sistemática da entrega de cargos foi orientada pelo setor jurídico do SINAIT, para evitar represálias à categoria . “Não perdemos a interlocução com o governo federal. O fazemos, no entanto, mobilizados e cumprindo as determinações do nosso comando”, prosseguiu Ana Palmira.

A categoria cobra o pagamento de um Bônus de Eficiência, aprovado por acordo firmado com o governo Dilma em 2016. A negociação foi referendada pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Congresso Nacional. No Executivo, aguarda envio do texto pelo Ministério de Gestão e Inovação à Casa Civil, para regulamentação. A categoria quer mais celeridade.

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