Folha de S.Paulo: Informalidade supera 50% em 11 estados do país, diz IBGE

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Fila de desempregados em SP – Danilo Verpa
Estamos nos tornando um país de informais, aspecto que as alterações trabalhistas dos últimos anos só tendem a agravar. É o tema de reportagem da Folha de S.Paulo desta sexta-feira (14), que você acompanha abaixo, na íntegra.
“Os dados reiteradamente confirmam que a supressão de direitos trabalhistas não contribuíram para a geração de empregos formais. É preciso politicas públicas de fortalecimento da renda das famílias e que promovam desenvolvimento real da economia”, apontou Rodrigo Iquegami, presidente da Delegacia Sindical do Sinait-SP.
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Informalidade supera 50% em 11 estados do país, diz IBGE

Diego Garcia – RIO DE JANEIRO

O trabalho informal é a principal ocupação da população de 11 estados brasileiros, informou nesta sexta-feira (14) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A queda do desemprego em 2019 foi puxada pelo aumento da informalidade, que atingiu 41,1%, seu maior nível desde 2016, e bateu recorde em 19 estados e no Distrito Federal.

O trabalho informal era a principal ocupação de mais de 40% da população em 21 estados. Apenas duas unidades federativas ficaram abaixo dos 30%, caso de Santa Catarina e do Distrito Federal. No DF, a informalidade também foi recorde, apesar da taxa ser menor que a média do país.

A analista afirmou que em vários estados se observa que a taxa de informalidade é superior ao crescimento da população ocupada.

São considerados informais os trabalhadores sem carteira, trabalhadores domésticos sem carteira, empregador sem CNPJ, conta própria sem CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.

O trabalho informal atingiu o equivalente a 38,4 milhões de pessoas, apesar da estabilidade com relação a 2018. Houve um aumento de 0,3 ponto percentual e um acréscimo de um milhão de pessoas, segundo o IBGE.

No ano passado, o desemprego caiu em 16 estados, acompanhando o número nacional que recuou de 12,3% em 2018 para 11,9%. A população ocupada aumentou 2% no Brasil, totalizando 93,4 milhões de trabalhadores em 2019.

Apesar do recuo na taxa de desemprego, na comparação com o menor ponto da série, quando atingiu 6,8 milhões em 2014, a população sem trabalho quase dobrou, crescendo 87,7% em cinco anos, disse o IBGE.
Foram 12,6 milhões de desocupados em média no ano de 2019, um recuo de 1,7%, ou 215 mil pessoas a menos, em relação a 2018.

De acordo com os números divulgados nesta sexta pelo IBGE, 2,9 milhões de pessoas procuram trabalho há dois anos ou mais.

No quarto trimestre de 2019, o rendimento médio real da população ficou estável em 25 das 27 unidades federativas, estimado em R$ 2.340, tanto na comparação com o trimestre anterior quanto ao mesmo período de 2019.

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