Unaí: Sinait-SP realiza ato sobre 14 anos de impunidade

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A Delegacia Sindical do Sinait em São Paulo realizou, no dia 31 de janeiro, uma série de atividades que marcaram os 14 anos da chacina de Unaí. Foram palestras, debates e um ato público na sede da Superintendência do Ministério do Trabalho na Capital, lembrando o crime que vitimou três auditores fiscais e um motorista, a serviço do órgão.
O encontro também marcou a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. O Ato contou com a participação da Delegacia Sindical de Santos, além de juízes, procuradores, representante da OIT (Organização Internacional do Trabalho), entre outras entidades, como o Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal).
A Delegacia Sindical pediu “Justiça” para os auditores Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, além do motorista do Ministério do Trabalho, Ailton Pereira de Oliveira. Eles foram assassinados em 28 de janeiro de 2004, numa estrada vicinal do município de Unaí (MG), quando rumavam a uma fiscalização, atendendo denúncia de trabalho escravo em propriedade rural.
Os mandantes do crime (os irmãos Norberto e Antério Mânica),foram condenados, em 2015, a quase 100 anos de prisão, mas respondem ao crime em liberdade, mediante recursos protelatórios. As atividades reivindicaram que estes recursos, que estão tramitando no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, sejam julgados. Com isto, os auditores querem que os mandantes e intermediários, já condenados pelo crime, sejam presos.
“A chacina de Unaí revela dois crimes brutais. Primeiro o assassinato dos colegas. Segundo, a incapacidade do Estado e do Judiciário de promoverem Justiça. A impunidade é uma afronta à auditoria fiscal do Trabalho, ao serviço público e a toda a sociedade, que desejam o cumprimento das leis e um país onde haja trabalho digno”, apontou Rodrigo Iquegami, presidente da Delegacia Sindical de São Paulo.
Durante o Ato, ele destacou o protagonismo dos auditores fiscais no combate ao trabalho escravo, e a história de comprometimento do Sinait com o enfrentamento ao crime. Ao final do ato público, foram soltos balões pretos, um símbolo do luto e da luta por Justiça, e pelo fim da impunidade.

SEMINÁRIO SOBRE TRABALHO ESCRAVO
A Delegacia Sindical, em parceria com o núcleo de Combate ao Trabalho Escravo da Superintendência Regional de São Paulo e do MPT (Ministério Público do Trabalho), promoveu também um Seminário Técnico sobre Trabalho Escravo Contemporâneo.
Participaram André Esposito Roston (coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Escravo da SRT-SP), Catarina Von Zuben (coordenadora nacional da CONAETE-MPT), Antônio Carlos Mello (coordenador da Unidade de Combate ao Trabalho Forçado da OIT Brasil), Leonardo Sakamoto (conselheiro do Fundo da ONU para Formas Contemporâneas de Escravidão), e Marcus Menezes Barberino Mendes (Juiz do Trabalho do TRT da 15ª Região-Campinas).
No canal do Youtube da Delegacia Sindical de São Paulo, você encontra a integra das palestras:
https://www.youtube.com/channel/UC7hcJHAbkFlDEn1M2iOwlKg

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