Auditores do Trabalho de SP entregam cargos, e apoiam mobilização do dia 18

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A Delegacia Sindical de São Paulo do Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho) apoia a entrega de cargos de chefia e coordenação, em protesto contra a omissão do governo quanto à regulamentação do Bônus de Eficiência e Produtividade. A Delegacia também defende a mobilização do dia 18 de janeiro, por conta dos 5 anos sem reajuste salarial.

Auditores em chefia ou coordenação no Estado já estão entregando seus cargos, segundo a Delegacia. Em todo o país, até a última quarta-feira (5), 160 dos 298 postos de trabalho foram desocupados.

“São mais de 5 anos de descaso. Outras categorias se mobilizam para exigir seus direitos, e não podemos ficar em omissão. Ainda mais no Estado que mais concentra Auditores-Fiscais do Trabalho em atividade”, afirmou a presidente da DS, Ana Palmira Arruda Camargo.

A entrega de cargos foi amplamente divulgada pela mídia, que também deu espaço a outras categorias do serviço público federal. O estopim foi a aprovação do Orçamento Federal de 2022 sem assegurar recursos à regulamentação – com o agravante da promessa de reajuste exclusivo para Policiais Federais, Policiais Rodoviários Federais e Agentes Penitenciários.

PARALISAÇÃO

Os servidores públicos federais promovem, no dia 18 de janeiro, o Dia Nacional de Mobilização, por reajuste salarial para todas as categorias. Esta será a primeira grande mobilização de 2022 e ocorrerá em frente ao Ministério da Economia, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).

O presidente do Sinait, Bob Machado, reforça que a categoria dos Auditores-Fiscais do Trabalho está sem recomposição salarial desde 2017. “É uma reivindicação justa que precisa beneficiar todo o funcionalismo público. O Sinait pretende participar e fortalecer todas as atividades e ações em prol da recomposição salarial para o funcionalismo público federal e para a categoria Auditor-Fiscal do Trabalho.”

Os servidores públicos federais estão sem reposição desde 2017. Desde então, a inflação, medida pelo IPCA, já atingiu 27,2%. Isso significa que mais de um quarto dos salários estão defasados.

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