quarta-feira, 12 junho, 2024
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Chacina de Unaí: Sinait realiza ato público on-line e lança livro nesta quinta-feira (26)

Por Lourdes Marinho/Edição: Andrea Bochi

O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait) promove nesta quinta-feira, 26 de janeiro, a partir das 17h, um ato público virtual para lembrar as vítimas da Chacina de Unaí e para cobrar a prisão de condenados pelo crime. A transmissão será no Youtube pelo SinaiTplay (@SINAITplay) e pelo Facebook (@sinaitaft). Na ocasião, também será lançado o livro Chacina de Unaí – A luta do Sinait por Justiça.

As inciativas integram as atividades do Dia Nacional do Auditor-Fiscal do Trabalho e Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, criados em memória das vítimas.

Ocorrido em 28 de janeiro de 2004, o crime completa 19 anos. São 6.940 dias marcados pela impunidade, por reviravoltas nos processos, que adiam a prisão de mandantes e intermediários já condenados pela Justiça. Mas também pela luta do Sinait e dos familiares das vítimas, que resultou na condenação e prisão dos executores – alguns ainda cumprem suas penas.

“A luta do Sinait é para que todos os culpados por este crime bárbaro contra o Estado brasileiro paguem pelo que fizeram”, reafirma o presidente do Sindicato Nacional, Bob Machado.

Livro

O livro Chacina de Unaí – A luta do Sinait por Justiça conta a história de Aílton, Erastótenes, João Batista e Nelson, respectivamente o motorista e três Auditores-Fiscais do Trabalho, mortos em serviço. A história é contada a partir do dia 26 de janeiro, dois dias antes do crime, quando Aílton, Eratóstenes e João Batista saíram de Belo Horizonte com destino a Paracatu, onde se encontrariam com Nelson para realizar fiscalização em fazendas da região, que fica no Noroeste de Minas Gerais. E segue com toda a luta do Sindicato para que a justiça seja feita ao longo de quase duas décadas.

Para a diretora e ex-presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, a publicação do livro reforça a luta da categoria por justiça. “A Chacina de Unaí não pode ser esquecida. Trata-se de um crime contra o Estado brasileiro, praticado por empresários que pagaram para matar servidores que cumpriam o seu dever.”

Mandantes e intermediários continuam soltos

Apesar de condenado pela Justiça Federal de Belo Horizonte, em 2015, como um dos mandantes da chacina, Antério Mânica, ex-prefeito de Unaí, teve o julgamento anulado, em 2018, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), depois que o irmão Norberto Mânica assumiu ser o único mandante do crime.

Em maio de 2022, Antério Mânica foi condenado novamente pelo júri popular, na Justiça Federal em Belo Horizonte/MG, a 64 anos de prisão. Mais uma vez ele tenta anular a sentença e pede a realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Por ser réu primário recorre da sentença em liberdade.

Também em 2018, Norberto Mânica e os intermediários do crime Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro – ambos empresários do ramo de cereais e amigos da família Mânica – tiveram suas penas reduzidas pelo TRF-1. Os três foram condenados em 2015 e recorrem da sentença em liberdade.

Em setembro de 2022, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, pela manutenção dos julgamentos, mas reduziu as penas de Norberto Mânica, José Alberto de Castro e Hugo Alves Pimenta. As penas iniciais dos três condenados somadas passavam dos 240 anos. Agora estão em 124 anos.

Clique no histórico da chacina para mais informações.

Campanha nas redes

O Sinait também promove uma campanha virtual nas redes sociais, com o tema “Chacina de Unaí -19 Anos de Impunidade”, para cobrar a prisão de todos os condenados.

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