Sinait-SP busca apoio parlamentar pela manutenção da Gerência Regional do Trabalho de Itapeva

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(Iquegami e deputado federal Luiz Carlos Motta)

Por Andre Montanher

Na semana passada, abordamos AQUI a portaria do governo federal que transformou a Gerência Regional de Itapeva-SP em Agência, para prejuízo de trabalhadores, empresários e sociedade em geral. Nesta quarta-feira (22), a direção do Sinait-SP foi a Brasília, em busca de apoio de parlamentares contra a medida.

O presidente da entidade, Rodrigo Iquegami, conversou com o deputado federal Luiz Carlos Motta (PL-SP). Liderança sindical entre os trabalhadores do comércio, Motta é presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo, e prometeu interceder junto ao governo federal.

A Motta, Iquegami afirmou que a perda do status da Gerência implica no “comprometimento da capacidade de planejamento de ações fiscais, conforme a Convenção 81 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

“A transformação da Gerência de Itapeva em Agência representa grave risco de prejuízos a empregados, empresas e entidades sindicais. A Gerência englobava 21 municípios, com vasta extensão territorial, e histórico de graves infrações trabalhistas”, apontou Iquegami. Toda a região mencionada passa a depender da Gerência Regional de Sorocaba, cidade que fica a 200 quilômetros de Itupeva.

O apoio parlamentar segue sendo uma das estratégias mais concretas, para conter o avanço das iniciativas de desregulamentação das relações de trabalho, pelo governo federal. “Precisamos mostrar que estamos ativos nesta seara”, concluiu Iquegami.

SINAIT

A direção nacional do Sinait enviou, nesta terça-feira (21), uma carta ao Secretário Nacional do Trabalho, Bruno Dalcomo, pedindo informações sobre as alterações no organograma das Gerências Regionais (outras 9 foram extintas pelo Ministério da Economia). No texto, a entidade solicita “esclarecimentos sobre as razões que levaram a mudanças tão profundas na estrutura física de atendimento ao trabalhador”.

“O Sinait defende uma estrutura de Inspeção com gerências e superintendências sob a coordenação de chefias, que possa diagnosticar as realidades locais, imprescindíveis para o planejamento e atuação efetiva dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Qualquer mudança nessa estrutura trará graves prejuízos à população que necessita do atendimento, principalmente, quando falamos de um país de dimensões continentais”, segue o documento.

Confira a íntegra da carta AQUI.

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